sábado, 13 de dezembro de 2008

Separados...


Tento, num acto de coragem, fixar o olhar no sol mas não o consigo encarar. Da mesma forma que não consigo perceber o porquê dos nossos mundos não se conjugarem.
Sinto que estou a um paço de te tocar. No entanto, há algo que me impede de o fazer!
Quando penso que estou perto de ti, o mundo mostra-me que não é verdade e que afinal estás mais longe do que eu imaginava. São nesses momentos que sinto o toque do afastamento, que na realidade, se instalou entre nós. Afastamento imperativo, que não se deixa vencer por muito forte que seja qualquer vontade minha, e talvez inconsciência tua.
Anseio pela força do vento que, subtilmente, me trás pedaços do que já vivemos juntos. E este lança-me o corpo em direcção a um sonho que já não passará disso, meramente um sonho.
Eu sei que o que me espera é o caminho que, inocentemente, se deixa ver e que se encontra, inevitavelmente, à minha frente. No entanto, o que eu quero é o que está para trás, o que faz parte do meu passado. Eu quero que tudo volte a fazer parte do meu presente e que não saia de lá e que juntamente comigo se possa transformar num futuro infinito.
È horrível pensar que tudo o que vivemos, só para mim fez sentido.
Não sei dar continuidade à vida sem pensar que faltas tu, para tudo ser meramente perfeito.
São nestes momentos, como o de agora, que percebo que o meu desejo não só nunca foi real, como que caminho para uma realidade que cresce sem ti.

Caminho vencendo o vento e amachuco as folhas que contra mim vêm, porque é isto que tenho vontade de fazer à minha vida e a quem nela habita.


Guid@

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

friends are a girls best diamond

É injusto apenas frisar o lado lunar da vida. Passa a ideia de que sou toda drama, quando sou exactamente o oposto. O mundo não é apenas feito de pessoas feias e más, existem pequenas estrelas que estão connosco, quer queiramos, quer não, são parte de nós. É graças a essas pessoas que soltamos gargalhadas loucas às 8h, quando deveríamos estar a bocejar e a perguntar porque temos de acordar. Pessoas que me fazem gostar de ir todo o dia para a escola. Pessoas com quem como mousse de chocolate e fico maldisposta. Pessoas com quem faço moches nos corredores. Pessoas com quem gravo vídeos. Pessoas com quem falo sobre bolinhos. Pessoas com quem repito indefinidas vezes as citações preferidas dos filmes infantis. Pessoas com quem canto os jingles estúpidos dos anúncios. Aquelas pessoas com quem troco olhares, e isso é suficiente para meia-hora de riso descontrolado. Pessoas que transformam minutos insignificantes em momentos especiais. Pessoas com quem canto. Choro. Rio. Caio. Pessoas para as quais eu estou sempre disponível, e pessoas que estão sempre disponíveis para mim. Quer sejam histéricas, loucas por comida, cantoras, ingénuas, "dançarinas" (cof cof), homossexuais que não gostam de homens, viciados em carros, sócias, "leoas",... Pessoas realmente especiais.
Enquanto vos tiver do meu lado, sei que sou feliz. Muito feliz.
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(peço desculpa pelo título em inglês, mas o jogo de palavras só tinha sentido assim!)
Ritz Mkz

Portas abertas?

Levemente... suavemente... rapidamente... bruscamente... O tempo passa. Bom? Mau? (In)felizmente não sei. Já falta pouco para se abrirem todas as portas... ou para não se abrir nenhuma... E o que se vai seguir? Um futuro bom, cheio de sucesso e boas perspectivas de vida, ou um futuro mau, sem razão aparente de viver, sem rumo de vida, sem sonhos...?
Todos os dias me pergunto se as portas irão abrir ou fechar quando eu quiser sair de mais uma etapa da vida. Tenho medo. Tenho medo do futuro, das pessoas novas, das coisas novas, mundos novos, tudo novo!
Tenho sonhos e quero alcançá-los. Tenho e vou continuar a ter. Não quero e não posso desistir, mas não sei o que me espera...
Nem sei que caminho vou seguir. Esperar é a palavra certa.
Como não posso alterar o que fiz no passado, também não vou e não posso alterar o futuro.
Joana L.

...

É difícil escrever, quando as palavras se começam a esgotar. É difícil escrever, quando todo o meu corpo treme. As mãos tremem. Têm medo de escrever o errado, de expressar alguns sentimentos atravessados na garganta. Atravessados no coração. Quero ser forte, e por isso digo que os meus tremores se devem ao frio. Em parte, verdade, mas o frio que somos levados a idealizar é errado. Tremo, porque a tua alma está tão gelada que é impossível não tremer.


É difícil escrever, quando já me arrancaste todas as palavras.



Ritz Mkz

DESGOSTOS DE AMOR (MEC)




Os desgostos de amor são horríveis. E, por serem horríveis, as pessoas dizem que fazem parte; que são o preço; que são um caminho; que dão força e fazem crescer. Tal é o medo de aceitar a totalidade da tragédia que são, que se chega ao ponto de ver os desgostos de amor como um rito de passagem não só para a humanidade como para o próprio amor – o que é muito mais grave. É sempre outrem que fala assim levemente, alguém que, se calhar, nunca teve um desgosto de amor digno do nome ou, se o teve, já o esqueceu e, ao esquecê-lo, provou que nunca amou, por muito desgostoso que tenha ficado. Porque também existe o desgosto de ser abandonado por alguém de quem nos habituáramos a fugir, e de já não ser amado por quem nunca amámos. Mas isso é um simples desgosto que nada tem a ver com o amor. Já um desgosto de amor é um desgosto completo: uma desilusão e uma angústia; uma frustração de quase não existir, que começa por nós próprios, num incêndio de chuva que vai por aí afora até estragar o mundo inteiro, incluindo o que mais se queria proteger: a pessoa amada. Os abutres da consolação pretendem reclassificar os desgostos e ofender o amor e, distraídos pelo prazer necrófilo de cheirar, mesmo numa pessoa amada, a morte do amor alheio – tão secreta e infinitamente invejado! -, chegam a dizer as três palavras mais estúpidas, cruéis, inúteis e indignas daquelas circunstâncias: “Foi melhor assim.” Acrescentando, às vezes, mais duas: “Deixa lá.” Como se pudéssemos responder: “Boa ideia – vou deixar!” Os desgostos de amor estragam a alma. É preciso ter muito medo deles. Respeito. Cuidadinho. Tratar o amor nas palminhas. Mesmo antes de chegar a pessoa que se vai amar. É que os corações partidos ficam partidos. Deixam de poder amar. E, em vez de amar, tornam-se músculos leves e cínicos, trocistas e elegantes. Pode até ser muito giro ser assim. Mas está para o amor como o gosto duma pedra de sal está para o mar. E às vezes ainda é mais triste: é o próprio gosto pelo amor, como quem gosta de um prazer qualquer, que mata o amor – a possibilidade de amar – logo à nascença. Será este o único desgosto, por muito caladinho que seja, tão grande como um desgosto de amor.

*
Miguel Esteves Cardoso, in crónicas no jornal Expresso
*
Brilhante, MEC!
CC

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

há dois anos, dei-te o meu coração

No Natal passado, dei-te o meu coração
Mas logo a seguir, mandaste-o embora
Este ano, para evitar as minhas lágrimas
Dá-lo-ei a alguém especial

Uma vez magoada, duplamente cautelosa
Eu mantenho a distância, mas ainda chamas a minha atenção
Diz-me, amor, reconheces-me?
Bom, já passou um ano, não me surpreende

Feliz Natal...

Embrulhei-o e enviei-o
Com uma nota que dizia "Eu amo-te", eu sentia o que dizia
Agora percebo quão tola fui
Mas se me beijasses agora, sei que me enganarias de novo

Uma grande multidão, amigos com os olhos cansados
Estou a esconder-me de ti e da tua alma gelada
Meu Deus, pensei que eras alguém em quem pudesse confiar
Eu? Acho que era apenas um ombro para chorar
Um rosto numa amante, com fogo no seu coração
Um homem disfarçado, mas acabaste comigo...

No Natal passado, dei-te o meu coração
Mas logo a seguir, mandaste-o embora
Este ano, para evitar as lágrimas
Dá-lo-ei a alguém especial


Wham! - Last Christmas (tradução)

Porque este Natal não será o nosso, a nossa música já não fará sentido, porque agora já não és tudo o que eu quero neste Natal, e os sonhos a longo prazo estão extintos. Dei tudo de mim, e não valeu a pena, nunca valeu. Esquecer-te é o meu grande desejo deste Natal. Porque és, sem dúvida alguma, a maior desilusão da vida. Esta data deixará de ser o nosso dia, para voltar a ser o Natal, como sempre foi antes de ti. E não me irá fazer menos feliz.

Meu amor, sei que vais ficar desapontado, mas já não és assim tão importante quanto pensavas
Ritz Mkz

MANOEL DE OLIVEIRA FAZ HOJE 100 ANOS. PARABÉNS!




Manoel de Oliveira nasceu a 11 de Dezembro de 1908.


Cem anos depois foi atrás das câmaras que o cineasta português festejou o 100º aniversário, na rodagem de «Singularidades de uma Rapariga Loura»,
adaptação de um dos contos de Eça de Queirós, que - segundo as palavras de Manoel de Oliveira - não sofreu muitas mudanças relativamente à obra de Eça.


'Inicialmente era para ser um filme de época, mas o produtor disse que ficaria caríssimo. Então adaptei-o à realidade de hoje", disse Manoel de Oliveira.


Segundo o cineasta, o filme é baseado na ideia de que se conta a um desconhecido coisas que não se contariam a um amigo ou à própria mulher.


"No conto de Eça de Queirós, isso passava-se numa carruagem na viagem para Trás-os-Montes. Eu adaptei-o para uma viagem de comboio de Lisboa ao Algarve", disse.

*


REALISMO

*
Uma das marcas do cinema de Manoel de Oliveira é o realismo. Em 1942, ainda antes de o cinema italiano ter iniciado o movimento neo-realista, ele filmou Aniki Bobó, uma longa-metragem precursora desse estilo.


"Costumo trabalhar com um historiador, para verificar se não tenho erros históricos. No filme Non ou a Vã Glória de Mandar, tinha quatro historiadores", disse.


Oliveira filma desde 1931, quando estreou o documentário Douro Faina Fluvial, sobre o duro trabalho dos pescadores do rio que banha a cidade do Porto.
Na sua opinião, o que mais mudou na forma de fazer cinema desde que começou foi a montagem.


"Na época, havia dois grandes diretores da Rússia soviética. O Dziga Vertov, de quem se dizia que não era verdadeiramente um artista, mas um engenheiro do cinema, e Eisenstein, o primeiro teórico da montagem."


Filho de um industrial da região norte do país, em 1933 participou como actor do primeiro filme falado de Portugal - A canção de Lisboa - e em 1935 foi piloto em corridas de automóveis.

Para Oliveira, a ideia da morte é pacificadora: "Venha ao mundo como vier, a morte é sempre certa. Isso dá-nos um certo conforto".


O cineasta define-se como ambientalista. "Os índios estão certos. São os únicos que sabem que se depende da natureza como dependem os animais", disse.


Ele recusa-se a fazer produções comerciais e não faz nada a pensar no público que vai assistir aos filmes.


"Não penso no público porque não entendo essa palavra. Públicas são as cadeiras, as salas. As pessoas não são públicos, mas cada um com sua identidade própria e uma forma muito particular de ver e viver."


Gosto desta pessoa!

Admiro o realizador... que adoptou para o seu modo de filmar um tempo com tempo para ver e sentir. Uma vez que a máquina de filmar capta imagens e não pensamentos, emoções... cabe ao espectador pensar, sentir... e participar, deste modo, no filme que está a ver.


CC

És como em anjo pai . . Saudade




Partiste... e cada vez fazes mais falta aos que aqui ficaram... mas hoje pai com tudo aquilo que me ensinas-te com tudo aquilo porque juntos passámos, fizeste-me ganhar forças para lutar pela vida e enfrentar todos os meus obstáculos... tenho uma força tão grande dentro de mim que me diz não desistas... só gostaria de saber o que consideras também de melhor para mim.. Tenho tantas tantas saudades tuas... tou sentada a escrever para ti, a olhar para jesus Cristo sepultado na cruz.. Cruz essa que no dia 20.09.2007 significou tanto para mim :'( senti necessidade de ficar com algo que todos os dias me lembrasse o PAI que eu realmente tinha.. e por uma doença implacável o perdi.. lutas-te pai, tiveste forças mas infelizmente não conseguis-te superar todo este mal...  e hoje, sou eu quem se apodera realmente de toda essa energia positiva que me deixas-te.. o teu sorriso pai, as tuas palavras, quando tu me dizias ‘ és tão linda filha ‘ porque á q já não o posso ouvir? .. apenas o sinto :'( acredita pai, sei que estas ai e que todos os dias me observas, sei que se aqui tivesses ao pé de mim me dirias ‘ porque estas assim?’ e eu dirteia porque estou apaixonada... porque todos os dias luto por uma homem q não sabe sequer o que quer... porque era com ele que gostaria de voltar a ser feliz como já fui... gostamos tanto um do outro pai, porque? Seria Tao bom ouvir-te.. sentir a tua presença, a tua Mao amiga... mas nada disso é possível! Sabes pai.. há uma semana atrás sentia-me tão mal.. com um sufoco tão grande dentro de mim, não sabia mais o que fazer nem no que pensar... porque eu dou-lhe tudo pai e secalhar o mal é mesmo esse :/ mas eu sou mesmo assim, sempre fui... e é por isso que sofro... mas não desisto, porque realmente agora acredito que custe o que custar eu irei ser feliz novamente com a pessoa que tanto gosto.. pessoa essa que merece tudo de mim, que merece receber tudo de bom que tenho para lhe dar... é com uma imensa saudade e uma enorme dor que me vou lembrar smpr de ti... um dia irei ter contigo AMO-TE hoje e sempre ... Não consideres isto uma despedida porque um dia destes.. quando menos esperares voltarei aqui...

Por mais que tenha-mos alguém que realmente amamos longe de nós nunca nos poderemos esquecer que essa pessoa irá estar sempre presente a apoiar-nos, a ajudar-nos.. Sempre! Nunca desistem daquilo que realmente querem.. lutem e verão que realmente valeu a pena

(Texto escrito em 26.05.2008)



Palavras..

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sentimentos*



Nada deve ser julgado por erros cometidos no passado...
Nada deve ser julgado por magoas sofridas nesse mesmo passado...
Tudo é diferente...
Nada aparece ou acontece duas vezes na mesma vida
O espaço muda
A mentalidade evolui
O tempo passa
Nunca, mas nunca devemos de parar no tempo!!!
O que sentimos jamais deverá ser ignorado
Há que viver a vida...
Senti-la correr pelas nossas entranhas e saborear-la da melhor maneira...
Nada de ficar preso ao Passado...
Tudo deve ser vivido no gosto do Presente para dar asas ao Futuro!!
Nunca devemos desistir de quem somos...
Pois ser quem queremos ser, depende única e exclusivamente de nós próprios...

Relembra o Passado..Vive o Presente..Constrói o Futuro!!!




BrUnYnH@h*

breves pensamentos.


Amizade é um vaivém. Perdes e ganhas... Enquanto tens, ganhas. Quando perdes, aprendes. Não me preocupo!

A inveja, aumenta a tua auto-estima.

Algo que prova a tua força, Vontade. Algo que prova a tua luta, o Desafio. Algo que te enfraquece e faz desistir, a tua Consciência.

A altura não depende dum número, exercita a mentalidade! A idade não depende do nascimento, aumenta a capacidade de olhar a vida, de enfrentar certos obstáculos. Sê mais alto, sê sábio para poder falar.

Saber falar, todos sabemos. Mas mais importante é saber ouvir. Ninguém é alguém para julgar alguém.

Ser mortal como qualquer Humano, segue teus sonhos, alcança teus objectivos. Desistir é para fracos!

Fundamental: Acreditar em nós próprios.

Irish Lopes.


“ Um Guerreiro aproveita toda e qualquer oportunidade para se ensinar a si mesmo”
Paulo Coelho


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Tudo o que sabemos hoje....

Tudo o que Somos hoje....

Foi construído pelo nosso passado.... Pelas nossas experiências....

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O Acto de Aprender não deve ser só feito pelos “níveis académicos”....

Mas principalmente....

Devemos de aprender com a Vida…. Com tudo aquilo que nos rodeia....

Qualquer oportunidade que haja para aprender....

Devemos de a aproveitar....

E mesmo quando erramos por uma segunda vez....

É sinal que temos de aprender aquilo que ainda não o quisemos fazer....

....

....

Todas as respostas que procuramos quer para nós como para tudo o que nos rodeia....

Chegarão no momento em que tiverem de chegar....

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Texto retirado da net


BrUnYnH@*

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Segredo Fechado *




juanna #

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

300º POST !

Sorriso...
CC

~*~

Um excerto inquietante, polémico, de um autor já nosso conhecido. (E de quem gostamos muito! :D)

*

«Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba... São as feições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e bastam que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor?! O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar menos... »
*
Padre António Vieira, in Sermão do Mandato, 1643

Empolgamento

Ah, quão perigoso é este sentimento.... Torna-nos tão vulneráveis a quedas, decepções, tristezas... Será isto inevitável? Esperanças criadas, que são mortas, do nada, e que nos deixam sem nada...

Sermos pessoas bondosas demais é uma das razões pelas quais isto acontece... as pessoas abusam disso, tiram-nos aquilo que querem, e depois, aquilo que nos resto é uma raiva "que move montanhas"...

Por isso:
"Sê bom, mas que a tua mansidão não faça o lobo tornar-se audacioso."

Asas

Os seres humanos são como anjos de uma só asa.
Só conseguem voar quando estão abraçados.

Voo em direcção a um mundo mágico!


Quando olho para tudo que vivi sinto que me transformei em alguém.
Alguém pequeno, dizem uns. Alguém enorme e com força, dizem outros.
O turbilhão de emoções e forças que sinto, em dias diferentes ou em horas simultâneas, levam-me a desvendar o que tenho para me oferecer a mim mesma.
É estranho olhar para trás e observar que já fui tanto. Já fui tão pouco. Já fui a especial. Já fui mais uma. Já fui a única.
Sei que posso ser o que quero, mas sei também que posso cair no que não quero.
A distância entre o abismo que separa o certo do errado é do tamanho do passinho de uma criança. Passinho que posso dar em qualquer momento da vida, em que sinta que não sou eu que estou neste corpo, mas sim alguém à qual eu quero fugir.
Por breves momentos, paro no tempo e penso. Como seria mágico poder voar, à semelhança de uma borboleta, por ares desconhecidos. Avistar horizontes incansáveis.
Tocar na união entre o céu e o mar e poder ser a ligação entre os dois. Levitar até outro mundo e reencontrar, dentro de mim, o verdadeiro sentido da vida. E poder regressar, com os olhos preenchidos de sonhos.
Posso ser uma fada que voa em busca da essência mais pura da vida. Alguém a quem cresce as asas quando o mundo lhe mostra as costas. Alguém que, com as asas, soube aos céus e se deixa levar pela vontade do vento.
Voa com a esperança de encontrar um mundo mágico, que lhe conceda a vida que tem medo de perder em mundos que desconhece, mas que no entanto é onde sobrevive.

Tudo para que não se deixe morrer numa vida que a entrelaça nos seus sonhos e a sufoca com os medos de os viver!
Guid@

incerteza certa

Ao longo do tempo, vamos aprendendo a viver com as novas situações, com as novas rotinas, e aprendemos a encarar tudo da melhor maneira posssível, para que ser feliz não seja um sacrifício, mas sim um dom. Vivemos, dia a dia, a mudar as coisas pouco a pouco...
O pior é quando existem situações pontuais, para as quais não podemos ir treinando. Temos de improvisar, e o improviso nem sempre sai bem.

Eu odeio-te. Acho que nunca tinha odiado tanto ninguém como te odeio a ti. O simples facto de te ver mete-me maldisposta, e só de ouvir o teu nome fico irritada. Os dias são simples. Tu és um estranho, a quem às vezes falo.
Mas quando existem situações, que nos fazem lembrar os tempos antigos, os tempos que já lá vão, e temos uma sensação de Dejá-vu...é tão difícil. É tão difícil passar por ti sem termos aquelas brincadeiras idiotas que dantes tínhamos. Olhar para a tua cara sem fazer um sorriso inocente que valia mais do que mil palavras que pudéssemos dizer um ao outro. Passo por ti, e o único som é o silêncio constrangedor que paira entre nós, esta nuvem negra que possivelmente nunca passará.

Sempre preferi uma grande verdade a um monte de mentiras que nunca me iriam fazer sentir melhor. Tu sabias disso. Sabias que, acima de tudo, te pedia a verdade. E tive de a saber por outra pessoa. A única coisa que soubeste fazer foi disparar um monte de mentiras recheadas com dúvidas, perguntas incomodativas sem resposta possível. Soubeste que seria muito pior se o fizésses, mas não tiveste sequer respeito por mim.

Estás a tentar ser o que não és. Tu não és assim, sei que não és. Sei que a pessoa que conheci é exactamente o oposto de ti. Estás a forçar a tua personalidade para seres mais um no meio de todas as pessoas iguais. Fui ingénua ao ponto de pensar que encontrara alguém diferente. Tu és ainda mais deprimente do que as pessoas iguais, és uma pessoa diferente e especial a tentar ser alguém igual. Isso é o mais triste, porque "o pior cego é aquele que não quer ver".

Sinto-me um insecto pousado numa planta carnívora. Desde que aqui cheguei, que tento soltar-me, interiorizar-me que tudo está bem, mas fico cada vez mais colada a tudo isto que me estás a fazer...a todos estes pensamentos teimosos.

Os meus sentimentos podem ser comparados a uma montanha-russa: ou bem que estou a ferver em alegria, mas no minuto seguinte tu já estás de punhal na mão para me roubar tudo outra vez.

Passei este tempo todo à procura de respostas e, agora que as sei, não sei se não teria sido melhor viver na ignorância. Desiludiste-me, mais e mais e mais...És um mestre nessa arte, parabéns! Espero que vivas feliz com a tua vida fantochada, uma vida que tu tentas criar mas não és capaz de sentir.

Podíamos ter sido tudo o que desejássemos...mas o simples facto de nos termos cruzado numa idade em que, supostamente, não existem coisas sérias, comprometeu todo o nosso futuro juntos. Não foste capaz de te despir desses preconceitos, e deitaste a perder tudo o que construímos com tanto carinho, deixando-me perdida nos escombros.

Podes tomar nota: por cada vez que me passares rasteira, hei de encontrar um modo de me levantar. Sem ti. Irá ser preciso mais esforço, mas o mérito será muito maior.



RM

domingo, 7 de dezembro de 2008

reféns duma simples ambição

Há sempre uma razão para sorrir.
Mas só damos valor ao que não temos ou que um dia tivemos mas hoje já não.
Podíamos ter mil e uma razões para sorrir e sermos minimamente felizes mas nem damos conta.
Queremos sempre mais e mais, esquecendo daquilo que nos pode contentar.
Olhando sempre para o passado que nos fez feliz, sem pensar no futuro que nos pode fazer ainda mais felizes, é errado! Somos, realmente, feitos pelo nosso passado mas não é por isso que temos de viver o presente dependendo desse passado e até mesmo esquecendo do futuro que está à nossa frente.

O simples sorrir da pessoa que amamos e a sua presença podía deixar-nos tão contentes.
Saber que temos amigos do nosso lado, podía deixar-nos uma felicidade tão grande!
Ajudar esses amigos quando nada lhes corre bem, sabendo que a seguir esticam-nos a mão, agradecendo com a sua ajuda.
Quando o dia nos corre bem. Quando o sol brilha e o ar ainda é respirável.
Quando a água ainda corre potável e a comida que temos é comestível.

Paremos para pensar naquelas pessoas que para terem tudo isso precisam de muito esforço ou até mesmo sem esforço, simplesmente não têm.
Aquelas pessoas que amam e não são amadas. São julgadas e desprezadas pela sua simples aparência. Elas também têm coração, e sei que têm o coração mais aberto para amar do que qualquer outra pessoa que tem tudo com o poder do dinheiro.
Aquelas pessoas que só são relembradas uma vez por ano: no Natal. Isto assim, quer dizer que essas pessoas não precisam da nossa mão nos restantes 364 dias do ano? E mesmo assim sei que, apesar das condições em que vivem, são felizes por ainda existirem.

Visto desta maneira, sou tão feliz!
Não por ainda haverem pessoas a sofrer assim, mas por ainda pensar nelas.
Irish Lopes.


***

" (...)
Esse é mais um daqueles dias que vais ter que acordar
e reparar que é mais mais um dia que deixaste passar
oportunidades na vida só vêm uma vez
levanta tua cabeça, mantém bem firme os teus pés
avança agora, não fiques panco
a vida é um jogo e tu és o melhor em campo
tudo que tu precisas está dentro de ti
antes de apontar para fora aponta para dentro de ti
dinheiro é poder, respeito é honra
luta pra ter esses mambos enquanto é hora
evita a guerra, fabrica a paz
cobiça a tua vida, não deixes nada para trás
felicidade é sinónimo que a vida não corre em vão
esquece as tristezas, percorre com a compaixão
ama quem te ama, respeita quem te respeita
dá valor a quem merece e não a quem só te aproveita
demonstra a ti mesmo que és forte e tens talento
representa-te, valoriza-te a 100%
só deixas de viver quando juntas as botas
mundo é jogo, vida é regra, morrer é batota."

Kalibrados - Menos um dia.
Até Que a Morte Nos Separe Ft. Dino - kalibrados

Esta música, faz-me lembrar o rapaz que mais amei até hoje. Diz tudo!

Irish Lopes.

Jardim dos Perdidos



Porque é quando mais precisamos que entendemos que muitos dos que achávamos amigos não estão, porque são os melhores amigos que mais nos magoam, porque são os que mais amamos que não nos compreendem, porque com umas simples férias a tua vida pode mudar, com o simples facto de não estares com a pessoa durante 2 meses, tudo pode mudar, e muda! Pensas que tinham construído uma relação que poderia durar para sempre, mas com um simples sopro de algo mais forte, tudo vai a baixo e não volta a subir.

Então aí, tu desces até ao fundo do poço e poucos se oferecem para te tirar de lá, e menos ainda são aqueles que de facto te tiram de lá. Quando pensas que já não há esperança, quando para ti tudo parece desmoronar-se quando devias estar feliz da vida, choras e não consegues parar. Quando todos à tua volta se contentam com um simples sorriso teu e não te conhecem o suficiente para ver que por dentro estás a morrer, a desfalecer... então aí sim, podes pensar que tudo corre mal, que ninguém te ama!

E quando vês que, não sabendo como, alguém chega e te rouba o que era mais precioso na tua vida, quando pensas que alguém é capaz de ir ao fim do mundo e voltar por ti e depois nem sequer é capaz de te estender a mão quando estás a cair no abismo; quando vês que a relação que outrora pensaste conseguir resistir a tudo, passa em 2 meses, para um simples ‘Olá, tudo bem?’; quando nada te podia magoar mais do que a ruptura dessa relação, e é de facto isso que te acontece...
Pensas estar a morrer e de facto, por dentro, morres...

Um dia, alguém especial e que nunca te abandonará, vai buscar-te ao jardim dos perdidos e vai mostrar-te o mundo de uma forma completamente diferente, e vais ver que aqueles que julgavas amigos não eram mais do que pessoas que também pertenciam ao mundo dos perdidos e que, durante todo esse tempo, só te quiseram para que tu fosses o tal, aquele que os fosse buscar, o que lhes desse a mão... Mas nunca ninguém te explicou isso... Perdeste tempo e pessoas da tua vida e sentes-te humilhado, trocado, de coração partido sem vontade de lutar pelo que perdeste, e é tarde e agora tens de arranjar força para construir tudo de novo, para talvez voltar a ser destruído...


‘Não chores’ é o que ouves toda a gente dizer, mas tu pensas como é que é possível não chorar numa altura em que a cada segundo que passa morre mais um bocadinho de ti... Já nada é suficientemente bom para arrancar um pequenino sorriso que seja e já ninguém é suficientemente especial para te alegrar. Olhas para o sorriso da tua mãe e, já nem isso, te faz feliz... Morreste por dentro, ninguém se apercebeu e quando os tentaste avisar, acharam que eram apenas palavras que saíam de ti mas que não tinham nenhum significado que justificasse a sua preocupação! Agora é tarde, não há esperança nem amor, pois os que um dia mais amaste, são agora o passado que te faz crescer para o futuro!


Cataryna*