sábado, 20 de fevereiro de 2010
Fé
A tua dor é a minha dor, tal como os teus momentos bons me contagiam. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para te dar a conhecer o lado iluminado da vida. Abrirei as portas dos meus limites, se necessário for. Sem hesitar, sem pestanejar.
Estou de corpo e alma solidário para contigo.
És uma pessoa tão extraordinariamente ESPECIAL! Não duvides disso NUNCA.
Todos os que têm o deslumbrante privilégio de conviver contigo com certeza partilham da minha opinião.
Em breve, muitas coisas mudarão...
Eu tenho fé de que a felicidade e tu se encontrarão. Em breve. Acredita. A partir deste preciso momento.
Pinto
Não seques

Os dias passam, e é com preocupação que me apercebo disso. A água escorre pelos dedos e a pouca que fica, rapidamente seca...
Por vezes, tenho a explosiva sensação de que as pessoas não estão comigo, passam-me ao lado. Não me compreendem, não conseguem perscrutar os confins da minha mente. Olham para mim e não entendem o meu apelo de me abraçarem a alma. De me preencherem por completo.
Pinto
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
medo
Tenho medo de um dia olhar em volta, aperceber-me de que vocês já não estão comigo, que a história chegou ao final, e que o único vilão que tudo destruiu fui eu.
rm
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Um pensamento...
Fernando Pessoa
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Abraços...

Um bom abraço ajuda-nos a sentir as muitas dimensões do amor: a facilidade para receber e dar, a sensibilidade para o sofrimento, a disponibilidade para a alegria de se divertir e a profundidade da ternura.
Abraçar alguém é como dizer-lhe: "Olha, aqui estou para o que quiseres, de coração aberto para ti". O que implica aceitar ser rejeitado. Mal interpretado. Correr esse risco.
No entanto, só se a atitude interior, o pano de fundo a partir do qual nos relacionamos com os outros, for de lhes estender os braços e de os tocar, poderemos descobrir o valor da partilha.
Não são só as pessoas solitárias, infelizes, inseguras, que precisam ser abraçadas. Abraçar bem dá-nos saúde. Mas não se trata de abraços sociais, de conveniência, em que duas pessoas se tocam apenas por fora – portanto não se tocam -, nem de abraços de dois amantes apaixonados que um ao outro se agarram.
São abraços que acontecem porque saem cá de dentro sem que os travemos. Como expressão de um amor incondicional que nos habita – e de que não temos medo, porque o olhamos como algo que verdadeiramente nos liberta.
A intimidade que um abraço sincero oferece é a da compreensão. Da atenção. Da solidariedade. Da amizade que existe para lá da exaltação dos sentidos, apenas por ter a consistência daquilo que brota do fundo de nós mesmos e que se mantém quer faça sol quer chova.
Abraços são uma espécie de foguetes capazes de fazer despertar moribundos ou fazer levantar da cama preguiçosos. Explosões de vida. Há quem goste de os dar para reafirmar um vínculo de amizade ou qualquer outro sentimento. E são uma das melhores festas gratuitas a que toda a gente tem acesso. São abraços do fundo do coração, frequentes entre duas pessoas que, por nada pedirem uma à outra, de cada vez que se encontram recebem sempre muito – e apenas por isso são levadas a celebrá-lo.
Quando um coração se abre para outro coração, há quase sempre uma qualquer maravilha que pode acontecer. Ou, quanto mais não seja, uma sensação de paz possível, neste mundo cheio de guerras em que vivemos.
Adaptado do texto "Venha daí um bom abraço!",
Mais e Melhor, Maria José Costa Félix
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
o lado bom da vida

Junior Kinsell
Pensamento Positivo #
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CONTA-NOS UMA MEMÓRIA...
sábado, 30 de janeiro de 2010
UMA MENSAGEM
Pessoas que têm tudo para se ser feliz na vida, e que por “coisinhas” minúsculas dizem: não tenho sorte nenhuma; porquê a mim?; a vida corre-me tão mal; blá blá blá...
Outras, nem tão pouco têm e consomem-se em imensos problemas GRAVES, e raro se lamentam. Quando me refiro a graves em letras maiúsculas, é porque são mesmo graves, a doença (seja qual for), a fome, a pobreza, a solidão, enfim, pessoas completamente sozinhas no mundo.
Desfrutem mais a vida, das pequenas coisas que ela nos pode oferecer e, nós agarramo-las com fé e, deixem para trás os minúsculos problemas se têm tudo ou quase tudo para se ser feliz. As zangas com o namorado; a gordura amais no corpo; o telemóvel que se estragou ou as mensagens que se acabaram; a peça de roupa que queriam tanto e não havia o tamanho; a perda do autocarro; etc. Estes pequeníssimos problemas (que não os considero como tais) ficarão para trás das costas ou então, encaramo-los com a maior descontracção e não a lamentar!
Aproveitar o Dia, isto é, o (nosso) Carpe Diem.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
o menino que consertou o mundo
Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse distrair-lhe a atenção. Até que se deparou com o mapa do mundo. Com o auxílio de uma tesoura, recortou-o em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho:
Vou-lhe dar o mundo para consertar. Veja se consegue. Faça tudo sozinho.
Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
Para surpresa do pai, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e descobri que havia consertado o mundo.
autor desconhecido
r.m.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Shakespeare

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas. Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas agigantam-se e encolhem-se aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho.
William Shakespeare
avrp
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Mulher despida

"Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher despir-se de verdade - emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente. Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar as suas fantasias, as suas dores, a sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder os seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos orgulharmo-nos das nossas falhas, pois são elas que nos tornam humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornais mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr os nossos segredos e insanidades, revelar o nosso interior. Mas é o que devemos continuar a fazer. Despir a nossa alma e mostrar quem realmente somos, o que trazemos por dentro.
Não conheço streep-tease mais sedutor."
Indira
domingo, 24 de janeiro de 2010
METADE
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja para sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
CC
sábado, 23 de janeiro de 2010
saudades
Tenho saudades do mar de coisas, de oportunidades, de rotinas que, até há bem poucos meses, eu tomava como certas.
rm
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Contraste
Eu estava fixada nessa árvore sem saber o porquê, e tu reclamavas, reclamavas por eu estar sempre a olhar para ela.
Porquê? Nem eu sei...
Tinha o meu pensamento parado, as ideias não me surgiam, as palavras não queriam falar.
Parecia já nem conhecer o sitio, parecia que não era eu, que não eras tu, que não éramos nós...
E eu olhava, fascinada, continuava a olhar para essa árvore que me acalmava sem motivo algum.
Então percebi!
O meu inconsciente tornou se consciente, lembrei-me do que eu já tinha esquecido, não era a primeira vez que eu para ela olhava, não era a primeira vez que eu ali estava.
Ao fim de algum tempo, ali estávamos nós, no nosso jardim... o que existia ainda existe, até a árvore...
A nossa história não acaba...
Saudades de estar ali, tinha de lhe tirar uma fotografia.
gi~
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
ASSIM SÃO AS AMIZADES ESPECIAIS
Tenho diversos e bons amigos perdidos nas brumas do passado, mas que sempre estão nas lembranças, e de vez em quando bate uma saudade. E se ocorre algum reencontro, é uma festa digna de nota.
(Marcial Salaverry)
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Sem dúvida, dois livros de leitura obrigatória
e não se estava a matar porque era uma mulher triste, amarga, vivendo em constante depressão... Haviam duas razões:
A primeira é que tudo na sua vida era igual, e - uma vez passada a juventude - seria a decadência...
A segunda, Tudo o que se estava a passar no mundo estava errado e ela não tinha como reparar isso...
Quanto tempo me resta?- Repetiu Verónica, enquanto a enfermeira dava a injecção.
- Vinte e quatro horas. Talvez menos.
"Ela baixou os olhos, e mordeu os lábios. Mas manteve o controlo.
- Quero pedir dois favores.
O primeiro, que me dê um remédio... de modo que eu possa ficar acordada, e aproveitar cada minuto que restar da minha vida. Eu estou com muito sono, mas não quero mais dormir, tenho muito que fazer - coisas que sempre deixei para o futuro, quando pensava que a vida era eterna. Coisas pelas quais perdi o interesse, quando passei a acreditar que a vida não valia a pena.
- Qual o seu segundo pedido?
- Sair daqui, e morrer lá fora. Preciso de subir ao castelo de Lubljana, que sempre esteve ali, e nunca tive a curiosidade de vê-lo de perto... quero andar na neve sem casaco, sentindo o frio externo - eu, que sempre estive bem agasalhada, com medo de apanhar uma constipação.
Enfim, Dr. Igor, eu preciso de apanhar chuva no rosto, sorrir para os homens que me interessam, aceitar todos os cafés para os quais me convidem.
Tenho que beijar a minha mãe, dizer que a amo, chorar no seu colo - sem vergonha de mostrar os meus sentimentos, porque eles sempre existiram, e eu escondi-os...
Quero entregar-me a um homem, à cidade, à vida e, finalmente, à morte."
“Fechou os olhos, sent
iu que ele também fazia o mesmo. E o sono veio, profundo, sem sonhos. A morte era doce, cheirava a vinho, e acariciava os seus cabelos.”«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»
«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»
«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.»
«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»
"(...) e as fotografias continuaram sempre dentro desse envelope, na gaveta, no mesmo armário. Vinte anos. Só ontem é que voltei a vê-las. Só ontem é que percebi que tinhas morrido."
"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer."
"Às vezes, lá onde moro, fico à noite a olhar as estrela como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso."
Miguel Sousa Tavares "No teu deserto"

Indira
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Desprezo...
(Adicionei a imagem. Espero que não te importes, Indira. Considero-a simples, mas bem adequada ao post, uma vez que possui várias interpretações. "Já notei que a maior parte dos homens se sente açulada e indignada quando, em pleno combate moral, recorremos à ternura e ao afecto. É vê-los feras amansadas e apanhadas de surpresa assim que recorremos à violência ou à dureza. Raça detestável! Tal preceito mantém-se praticamente inalterável no que respeita ao amor.
Realidade estranha e deplorável, pois, em muitos casos, é igualmente aplicável à amizade; realidade pavorosa, desesperante, mas inevitável, necessária à subsistência das nossas sociedades, dos governos mais democráticos aos mais despóticos. Quando não é refreado nem reprimido, o homem aproveita imediatamente para cometer abusos. Despreza quem o receia e maltrata quem o ama; receia quem o despreza e ama quem o maltrata."
George Sand, in 'Diário Íntimo'
Indira
PS - Pinto, fico à espera do teu comentário =)


