sábado, 6 de dezembro de 2008
Tentei substituir pessoas insubstituiveis.
Já fiz coisas por impulso.
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei decepcionar-me, mas também já decepcionei alguém.
Já abracei para proteger.
Já dei gargalhadas quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e saltei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "decepcionei-me" muitas vezes!
Já chorei a ouvir música e a ver fotos, já liguei só para ouvir uma voz, já me apixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder)!
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
Bom mesmo é ir á luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia , porque o mundo pertyence a quem se atreve e a vida é MUITO boa para ser insignificante.
Charlie Chaplin.
Mais uma vez fui eu
A tal química
Charlie Chaplin.
Ana Rita Santos 11ºE
Espero que goste, stôra.
No dia em que a Sílvia recebeu o prémio, eu n estou incluida, fiquei feia na foto?
Bjx, stôra.
Sonhos por descobrir
Charlie Chaplin.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
O meu mundo inteiro
mas tu não, mas tu não
todos te querem também
mas tu não,mas tu não
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu
não quiseres ouvir
vou estar aqui, por ti...
Quando não tens ninguém
eu estou cá, eu estou cá
e quero-te também
tu não vês, tu não vês
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu, não quiseres ouvir
vou estar aqui, por ti
(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem
E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir, porque
(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem
E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir,
Pra mim, pra mim
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir
para mim
(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem
e...
(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem
(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem...
(Música: "O meu mundo inteiro" by: Paulo de Carvalho e Mariza)
É uma realidade da actualidade que começa a desaparecer...
"No meu lugar"

Não fujas
Se sabes que tens o que é preciso
Não te afastes
Dorme agora
Sonha aqui
E esperemos que a noite facilite os teus medos
Hey
Haverá lágrimas vertidas novamente
Tempo para começar
e tempo para acabar
Querido e tu dizes que eu estarei triste
Mas isso depende
Vem reconhecer-me
Eu sei que tu conheces o meu rosto
Não foste o único a dizer-me que estaria lá?
E cada vez que eu tento ir embora
Tu manténs-me no meu lugar
Eu tento fugir mas eu estou muito muito assustada
Tento fugir mas eu estou muito muito assustada
E tu pensas na tua oportunidade
Porque a vida te concedeu uma e é a última
Hey
Querido, não penses tão rápido
Não, não
Tu não podes ter a minha
Tudo o que eu faço é fazer-te voltar no tempo
Querido, haverão noites para dormir sozinho
É tempo de lutar, e tempo de crescer
Querido e tu dizes que eu estarei triste
Mas tu não sabes,
Tu não sabes...
Vem reconhecer-me
Eu sei que tu conheces o meu rosto
Não foste o único a dizer-me que estaria lá?
E cada vez que eu tento ir embora
Tu manténs-me no meu lugar
Eu tento fugir mas eu estou muito muito assustada
Tento fugir mas eu estou muito muito assustada
A coisa mais difícil que eu tinha que fazer era deixar-te ir
A coisa mais difícil que eu tinha que fazer era deixar-te ir
Amor, agora vem cá
Agora, vem cá
Hey, vem cá
Yeah,
Eu tento fugir mas eu estou muito muito assustada
Tento fugir mas eu estou muito muito assustada...
(Tradução da música "In my place" by: Ana Free)
Esperarei por ti até que saibas onde estou!

Espero por ti sentada à beira da estrada. Olho para a esquerda, olho para a direita e não vejo nada nem ninguém que se pareça contigo.
Passa o dia, passa a noite e volto a dizer “Olá” ao novo dia que com a sua luz me abre os olhos. Recomeço a procura por ti.
Sei que a espera é longa e que talvez não apareças mas a esperança desperta-me a força que preciso para não desistir.
Já sei a rua de cor. Já reconheço quem passa. Já vejo todos…menos tu.
De braços abertos, de olhar para o céu ando em torno de mim mesma, à espera que a tua mão me pare.
Já me conhecem. Já sabem o que faço ali. Espero por ti.
Pode demorar dias, meses, anos. Eu não sairei daquela rua, porque sei que um dia irás passar por ela e olhar para mim, de novo, e estender-me-ás a tua mão, e aí poderei dizer que regresso a onde pertenço, ao teu mundo.
Desespero e não vejo nada. Só sei que quero a tua presença entrelaçada com a minha.
Quero o teu toque. Quero o teu olhar a entrar no meu. Quero ver, de novo, o mundo contigo. Quero poder dizer que estamos juntos. Mas nada disso é possível se não vieres ter comigo.
Esperarei naquela rua onde te vi pela primeira vez com outros olhos. Esperarei naquela rua onde genuinamente te vi.
Chamo por ti na esperança que me ouças e venhas atrás da voz que chama por ti.
Podem-me vir buscar, podem-me puxar, podem-me dizer que não mereces, podem-me até separar a alma do corpo. Nada disso me importa. Esperarei por ti, nem que seja para sempre.
Esperarei até que me encontres e me digas que não preciso esperar mais. Nesse dia olharei outra vez para o mundo. Nesse dia farei o tempo recomeçar a sua contagem.
Não me movo daqui. Esperarei por ti até que venhas ter comigo e me leves. Me leves ou partilhes aquela estrada comigo.
Mas…por enquanto, a única coisa que faço é pedir, a quem passa, que te diga onde estou!
Guid@
'IL POSTINO' («O Carteiro de Pablo Neruda»)
'Quando se fala n'O Carteiro de Pablo Neruda deveria tropeçar-se nas palavras, ditas ou escritas. Deveria gaguejar-se ou semear reticências palavra sim, palavra não. (...) Com a convicção de que estamos a descobrir o mundo, ou simplesmente a redescobri-lo. Dizer cada palavra como se fosse a primeira, de tal forma que nos soubesse tão bem que a guardaríamos apenas para as ocasiões especiais.'
~*~
Na foto, os personagens: Mario Ruoppolo (Massimo Troisi), Pablo Neruda (Philippe Noiret) e Beatrice Russo (Maria Grazia Cucinotta).
«A poesia não é de quem a escreve, mas de quem precisa dela»
Mario Ruoppolo
~*~
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
(...)
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
(...)
Pablo Neruda
................................................nunca me tirem a poesia!
CC
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Dói ... mas passa !

Eu só queria....
Todos os momentos que eu passo ao teu lado são momentos que eu valorizo
O sonho mais doce nunca vai ser suficiente
Então eu beijo os teus olhos e agradeço a Deus por estarmos juntos
diferença na homogeneidade
Se todos quiserem seguir pela direita, então vou ter a audácia de virar à esquerda.
Se todos gostarem do Verão, então eu irei admirar o Inverno.
Se todos gostarem de praia, então eu arrisco a gostar de piscina.
Se todos apreciarem filmes de terror, então vou preferir os filmes de animação.
Se todos quiserem falar, então eu vou começar a gritar.
Se todos forem a favor dos finais felizes, então eu vou dar valor à tragédia.
Se todos insistirem em criar guerra, então eu insistirei em promover a paz.
Se todos quiserem ter os pés assentes na Terra, aventuro-me a sonhar, a tocar o céu.
(Quero ter a coragem de ser diferente num mundo onde todos tentam ser iguais)
Querido senhor presidente
Querido Sr. PresidenteVenha dar uma volta comigo
Vamos fingir que somos apenas duas pessoas e
Você não é melhor do que eu
Eu gostaria de fazer-lhe algumas perguntas se pudermos conversar honestamente
O que você sente quando vê tantas pessoas sem lar nas ruas?
Por quem você reza à noite antes de dormir?
O que você sente quando se olha ao espelho?
Você está orgulhoso?
Como você consegue dormir enquanto que o resto de nós chora?
Como você pode sonhar quando uma mãe não tem a oportunidade de dizer adeus?
Como você pode andar de cabeça erguida?
Você pode ao menos olhar-me nos olhos
E me dizer porquê?
Querido Sr. Presidente
Você era um rapaz solitário?
Você é um rapaz solitário?
Você é um rapaz sozinho?
Como você pode dizer
Que nenhuma criança é deixada para trás
Nós não somos parvos e não somos cegos
Eles estão todos sentados nas suas celas
Enquanto que você financia o caminho para o inferno
Que tipo de pai tiraria os direitos da própria filha?
E que tipo de pai poderia odiar o próprio filho se ele fosse gay?
Eu posso só imaginar o que a Primeira-dama tem a dizer
Você veio de um longo caminho de whisky e cocaína
Como você consegue dormir enquanto que o resto de nós chora?
Como você consegue sonhar quando uma mãe não tem a oportunidade de dizer adeus?
Como você consegue andar de cabeça erguida?
Você pode pelo menos tentar olhar-me nos olhos?
Deixe-me dizer-lhe sobre trabalho duro:Salário minimo com um bebé a caminho
Deixe-me dizer-lhe sobre trabalho duro:Reconstruir a casa depois de bombas a destruírem
Deixe-me dizer-lhe sobre trabalho duro:Construir uma cama com caixas de papelão
Deixe-me dizer-lhe sobre trabalho...
Você não sabe nada sobre trabalho duro
Como você consegue dormir à noite?
Como você anda de cabeça erguida?
Querido Sr. Presidente
Você nunca daria uma volta comigo...Daria?
Pink (Tradução)
Amor e Amizade

CADEIRA VAZIA...
Este Natal, mais um sem ti, vai-me doer a cadeira vazia, onde gostaria que te sentasses...
(AMO-TE PAI!)
CC
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Lembranças..

Lá fora vejo a chuva a cair, gotinha a gotinha, a prender-se na minha janela..
Sinto o frio que se faz sentir, vejo o que não devia ver, oiço o que não devia ouvir..
Porque nem sempre a vida é bela, muitas vezes amamos algo que, a certo ponto se torna desconhecido, que fiz eu afinal para merecer tal castigo?!
Na minha janela vejo reflexos do passado, momentos contigo que não pensava em terem acabado..
Porque será tão dificil esquecer-te?
Percebo então que afinal eras só mais um, e vou continuar o meu caminho..
Por fora finjo que te esqueci, por dentro sei que preciso de ti...
Filipa 11º F
Talvez viver...
Andar por andar nunca foi objectivo de ninguém...Mas a verdade é que todos nós por vezes andamos apenas por andar, perdemos qualquer definição de ‘’sentido de vida’’, pode parecer estranho e absurdo, mas isso acontece, e não é preciso ter 70 ou 60 anos para acontecer, pode apenas ter 30 ou 17 …
Quando nos deparamos com situações de negação, problemas rotinais, problemas médicos, problemas amorosos, achamos que o mundo acabou, mas é mentira, ainda agora começou, a vida não tem um único e simples sentido de felicidade, a vida é felicidade e tristeza, mesmo quando estamos com quem mais amamos acima de tudo podemos estar tristes porque algo nos falta, algo nos incomoda, algo nos atormenta, mas não sabemos bem o quê ou quem...
Teremos que viver sempre mais para perceber o que no passado esteve mal, e que no presente está bem… Difícil sempre foi, e nunca será fácil.
Mas temos que lutar para conseguir ultrapassar todas essas coisas, que alguns chamam falhas, outros obstáculos, e outros situações que não se estavam á espera …
A verdade é que tudo o que nos aparece á frente do nosso objectivo parece ser a pior coisa e que todos se viraram contra nós… mas é uma tremenda MENTIRA.
PORQUE quem quer consegue, e nós temos que conseguir sobreviver cada dia que passa, senão andaríamos como os carrosséis, que dão voltas e voltas e voltam a dar voltas e não param, simplesmente andam porque foram criados para tal...
Nos não fomos criados para andar às voltas, andar em frente, não olhar para trás...
Fomos criados para ter consciência de que tudo que correu mal no passado, nos conseguiremos mudar no presente, e tornaremos melhor no futuro. Esse sim é o objectivo que tenho e vou continuar a ter... Não interessa se amanhã vou almoçar, jantar, são coisas que tenho que fazer todos os dias, não interessa se amanhã vou ter que me levantar cedo para ir para a escola, se vou estar com sono como todos os dias... Não interessa, interessa apenas que o que fizer, farei melhor que hoje, e não vou ter medo de o fazer, porque esse sim é o meu objectivo de vida... Posso não estar feliz, posso apenas querer chorar... e então?
Ninguém mas ninguém pode mudar isso, só eu, e eu só o mudarei com as minhas atitudes!
.Difícil sempre foi, e nunca será fácil.
Gina Rebelo .
(texto escrito por uma amiga minha)
Lágrimas Disfarçadas
SENSIVEL
choro porque sim
e porque não
porque dói
e porque não dói
porque amo
porque sou gente
porque sou rapariga
por tudo por nada.
Mas o mais importante de tudo...
é que choro de felicidade PORQUE sou filha do Rei (L)
Inês de Castro (11ºF)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
ÍNFIMOS INFINITOS (II)
CC

Uma palavra. Disse-a. Amo-te - uma palavra breve. Quantos milhões de palavras eu disse durante a vida. E ouvi. E pensei. Tudo se desfez. Palavras sem inteira significação em si, o professor devia ter razão. Palavras que remetiam umas para as outras e se encostavam umas às outras para se aguentarem na sua rede aérea de sons. Mas houve uma palavra - meu Deus. Uma palavra que eu disse e repercutiu em ti, palavra cheia, quente de sangue, palavra vinda das vísceras, da minha vida inteira, do universo que nela se conglomerava, palavra total. Todas as outras palavras estavam a mais e dispensavam-se e eram uma articulação ridícula de sons e mobilizavam apenas a parte mecânica de mim, a parte frágil e vã. Palavra absoluta no entendimento profundo do meu olhar no teu, palavra infinita como o verbo divino. Recordo-a agora - onde está? Como se desfez? Ou não desfez mas se alterou e resfriou e absorveu apenas a fracção de mim onde estava a ternura triste, o conforto humilde, a compaixão. Não haverá então uma palavra que perdure e me exprima todo para a vida inteira? E não deixe de mim um recanto oculto que não venha à sua chamada e vibre nela desde os mais finos filamentos de si? Uma palavra. Recupero-a agora na minha imaginação doente. Amo-te. Na intimidade exclusiva e ciumenta do nosso olhar mútuo e encantado. Fecha-nos o lençol na claridade difusa do amanhecer, estás perto de mim no intocável da tua doçura. Frágil de névoa. Fímbria de sorriso e de receio, de pavor, no meu olhar embevecido. Uma palavra. A primeira que em toda a minha vida me esgotou o ser. A que foi tão completa e absorvente, que tudo o mais foi um excesso na criação. Deus esgotou em mim, na minha boca, todo o prodígio do seu poder. Ao princípio era a palavra. Eu a soube. E nada mais houve depois dela.
Vergílio Ferreira, in 'Para sempre'
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-te de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Júdice, in 'Pedro Lembrando Inês'
Apenas uma palavra. Uma súplica apenas. Apenas uma aragem.
Apenas uma prova de que ainda estás vivo e à espera.
Não, nada de súplicas, apenas um respirar, respirar não,
apenas estar pronto, estar pronto não, apenas um pensamento,
um pensamento não, apenas o sono tranquilo.
Não há ter, apenas Ser, apenas o Ser que reclama o último alento,
a morte da respiração.
Nada disso - atravessando as palavras há restos de luz.
Franz Kafka, in 'Parábolas e Fragmentos'
______________*____________
"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!"
Bernardo Soares (1), in "Livro do Desassossego"(2)
(1) Heterónimo de Fernando Pessoa
(2) O livro que, se não existisse, tudo seria ainda mais incompleto. O meu livro de cabeceira.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
ÍNFIMOS INFINITOS
José Saramago, in "Ensaio sobre a Cegueira"
*
Se o reflexo das tuas palavras te cobrisse o corpo como me cega
ambos saberíamos que só no
silêncio poderíamos ser felizes.
Ou duvidas que esse som alberga todos os desejos de dentro?
Se as cores do teu olhar se voltassem de novo para trás, ambos iríamos finalmente conhecer o sabor do desencontro.
Ou duvidas que essa memória nos carrega as noites?
Se cada sentido disto tudo se transformasse, não valeria a pena a volta
Ficaríamos na dúvida.
Pedro Branco, in "Escolhas"
*
"Porque nada é mais íntimo e indestrutível do que o silêncio partilhado. Tudo o resto são apenas palavras, sons, frases, coisas que qualquer um pode dizer. Podemos desdizer hoje o que dissemos ontem, podemos gritar hoje, por ódio, o que ontem segredávamos por amor. Mas o silêncio fica porque nunca mente, porque é tão íntimo que não pode ser representado, é tão envolvente que não pode ser rasgado."
(...)
"...nunca devemos amar em silêncio, nada é mais perigoso do que dividir com outrém os pensamentos vividos em silêncio. Um amor feliz precisa de turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades. Não há felicidade que seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil."
*
Miguel Sousa Tavares, in "Não te deixarei morrer, David Crockett"
Etty Hillesum, in "Diário 1941 - 1943"


