domingo, 30 de agosto de 2009

ERICEIRA, PLENA DE LUZ...

ERICEIRA...
*
Uma paixão que guardo nos olhos, na alma, no coração, nos silêncios... e que hoje revisitei.
A 50 Km da minha casa em Lisboa, outrora local da minha segunda casa-refúgio-azul-luz-mar, memória do meu pai, hoje estava particularmente bela: nas transparências e nos azuis e brancos, que relembram Santorini.
Vejam-na pelos meus olhos... e sintam...
*
Foi um dia de passos de luz...

Quantas mãos te pediram que te abrisses?
Quantos sonhos passaram por ti, em passos que entraram e saíram... apressados, porque o sonho é o balanço do barco de um ser....
Quantas palavras caladas, soluçadas.... tu pressentiste?
...
Tenho fascínio por portas antigas.
Portais.
Vidas em passos marcados, na areia de vidas.

Alguns dos restaurantes que frequentava durante o Verão e fds.
Conheço os donos pelo nome... tal como eles cantam o meu. E sorrio.
Foram alguns anos de convívio e ficou... a amizade-consideração, após tantos sorrisos partilhados... tantos sabores requintados... adaptados ao que lhes pedia... sugeria.
TOCA DO CABOZ (o melhor arroz de marisco... o peixe mais fresco...), PRIM... bifes deliciosos... TIK TAK... a parrilhada real... única.... divina. Assim como a conversa, sempre ornamentada de sorrisos.




Luz e Sombra. E os azuis que abraçam os brancos-luz.
Tão lindo...




Gostei imenso do resultado desta foto.
Só em Portugal e em Santorini há um azul assim.
Sorriso...




LUZ... muita luz... fora e dentro de mim.


As pizzas da Pinta. Feitas com perícia em forno de lenha. Sabores, odores de uma Itália que se fez presente, numa vila de pescadores tão portuguesa.
E a simpatia de quem as colocou na nossa mesa.
Delícia...






Queques... ouriços quentinhos, acabados de fazer... e o silêncio de quem saboreia uma das maravilhas da nossa doçaria.
Mmmmmmmmmmm....




Largo dos Navegantes... a esplanada Maria Castanha... onde passei muitas horas a ler, a ver o mar, a sentir o bem estar do tempo que não me grita pressa. E as torradas... as tostas mistas... divinas. As melhores que conheço.
Gosto desta vila.
Muito!





CC

URGÊNCIA RASANDO O INFINITO...


Regresso a casa, ao lugar de mim, e escrevo...
Esta minha casa renovada, de onde os olhos se evadem. Eu, no esconjuro do meu próprio nome, que me pertence, digo-me segredos de anjos, de luares alados no meu ventre e de mãos... as tuas... decerto... transgredindo a progressão das horas.
*
Quero proferir todos os nomes como quem desata umas asas. As minhas. Emaranhadas , mas não inertes.
Seguro as asas na mão e vou, por este leito de luz e água, os olhos abertos na pureza de quem não teme a verdade, e a rebentação toda no peito. Os meus seios inventam duas margens - as minhas mãos escorrem pingos de luz - ter rio e mar na clarividência de um poema... assim se maravilham os meus passos.
*
Amo esse instante, a brevíssima pausa antes de murmurar o teu nome guardado em segredo, e mais um dia arrancado palavra a palavra...
*
Em dias como este, lentos, lisos, brancos e quentes, pela janela do meu quarto sai um sussurro, um restolhar brando, quase de pássaros, quase de árvores, quase de flor. Cá dentro, o meu anjo despe as suas asas e um vento-brisa levanta-se nas planuras do meu ventre-canela. A tua voz, o riso manso dos teus olhos, os teus beijos de plumas e de sossego, crescem em mim como mãos.
*
Não sei de hora mais hora em mim que possa, com o ir e vir das horas e das marés, ser mais mar... mais amor... em refluxos de sal e onda, que o amar-te por sobre o dia e por sobre o tempo do dia, que olhar o infinito do ir e vir aqui, perante as ondas, perante o mar, e descobrir que sobra sempre mais sal de marés, mais sal de marés e de tempo, que se desfaz noutra e ainda mesma coisa como areia da praia toda líquida, ou água de mar toda verde, que esconde em si todo o sol e todo o azul de céu infinito.
*
Não sei de outra coisa, amor, que amar o mar, e o amor amar-te no mar deste amor, e assim erguer o meu corpo perante o dia... sobre ti.
*
cc... Ni*

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O tempo não espera por nós

Elsio Ramos, partiste na tarde de 17 de Agosto e para trás deixaste familiares, amigos/amigas e conhecidos derramando lágrimas pelos momentos que passámos contigo. Pela alegria que nos ofereceste durante os 17 aninhos da tua vida. Partiste tão novinho...com tanto para viver pela frente.
"Amiga" como tu me chamavas, "monstrinho" como eu te baptizei, sendo um nome queridinho que só eu chamava. E chamava por ti: "Monstrinho, está tudo bem?"...conversa fora, madrugadas partilhadas contigo ao telemóvel. "Amiga, feia ou monstrinha" tantas as mensagens que eu recebia tuas com um desses nomes. Não vou poder receber mais mensagens daquele número, daquele rapaz tão especial, tão querido, tão calminho...nunca mais vou receber aquele sorrisinho tímido. Na minha memória ficaram os poucos momentos que tivémos, ficaram as promessas que não pudeste cumprir... "Quando tiver a tua altura, casamos!" e nessa mesma madrugada tu aceitaste. Confesso, talvez não te conhecesse tão bem como outras pessoas, mas o pouco que me mostraste, o pouco que deste de ti já vale MUITO. O suficiente para me deixares a chorar quando recebi a notícia e de todas as vezes que me lembro das nossas conversas, das nossas palhaçadas, dos nossos desabafos, de TI... Não podias ter nos deixado assim...tão repentinamente, tão injustamente. Ficou tanto por dizer, por fazer Elsio. Prometeste-me irmos à praia até ao final deste mesmo Verão. Porquê tu? Não podias, não agora! Resta-nos "perdir-te" que descanses em paz e olhes por nós. Estarás sempre por aqui entre nós, terás sempre um lugarzinho guardado no meu coração. "GOSTII tótó" como sempre acabaste as nossas conversas :'(

Irish Lopes.

PARA VER, SENTIR E PENSAR...


CC

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quero partilhar... =)

Estas férias como de costume fui para o Norte, uma vila chamada Tabuaço, perto do Peso da Régua, e como adoro a paisagem de lá decidi partilhar o que a natureza tem de melhor.



Apesar de estar dentro de um carro, a passar por estes montes, deixa-nos apreciar o que Portugal tem de melhor.


Também dá para observar a travessia do Douro.




Com estas imagens venho dizer que, Portugal com tantas paisagens lindas que a natureza nos deu, porque não aproveitar? Eu penso que uma imagem vale por mil palavras, e que o nosso país olhe para isso, olhe para o interior, observe o que Portugal tem de melhor, e não o pior.

Portugal tem hipoteses de ser um país muito mais bonito do que é, basta acreditar que o país vai mudar.

Bz.*

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Descansa em paz, Tomás =( - 1999-2009

Hoje, quando ia a caminho de casa das férias, perguntei ao meu pai se o meu cão tinha-se portado bem. Qual não foi o meu espanto, quando o meu pai me disse: filha, o Tomás morreu.
Fartei-me de chorar! Depois, a minha irmã telefonou e também me disse que se fartou de chorar, que não conseguia trabalhar, nem comer, nem dormir. O meu cunhado também chorou e sos meus pais também. Ele tinha ataques de epilepsia. O meu pai levou-o ao veterinário, mas ele não aguentou. Este cão passou por muita coisa que nem um ser humano imagina! Foi atropelado 2 vezes, levou muitas anestesias, teve k levar ferros numa pata, porque o estupido do condutor não parou e partiu-lhe as patas. Quando ele chegou a casa quando era pequenino, tinha um andar trôpego que nos fazia rir a bandeiras despregadas =D, as suas orelhas ondulavam ao sabor do vento quando se sentava no muro do meu prédio para o meu pai ou a minha irmã o escovar. =)Confesso que não lhe fazia muitas festas nem ia á rua com ele, mas nós dávamos-lhe muita importância, porque sabiamos que ele estava lá. Também, houve um significado para o qual não lhe faziamos festas: porque ele não nos permitia qualquer tipo de contacto, porque nos mordia. O meu pai até pensou mandá-lo abater, mas nunca o fez. Agora, ele estará sempre nos nossos corações e nunca o vamos esquecer. Ele á sua maneira, conseguiu ser um bom cão. Era determinado tanto na vida como na morte, porque superou todos os obstáculos. Eu tenho uma sobrinha de 2 anos e, por enquanto, não se diz nada. A minha irmã disse que o Tomás foi fazer uma viagem com os amiguinhos dele e vamos manter essa mentira, porque um bebé não sabe o que é a morte e a minha menina ficaria muito chocada. Os meus pais disseram-me que era melhor, porque já não sofria mais e eles têm razão. Mas mesmo assim, é uma dor difícil de superar. Afeiçoamo-nos tanto aos animais, que não sabemos que um dia eles partem como nós e não duram muito tempo. Tenho uma foto dele em pequeno a roer uma boneca de peluche da minha irmã. Tava tão querido! Tá numa mesinha ao lado da minha cama como recordação. Ele viveu 10 longos anos maravilhosos na nossa companhia: tinha o sofá todo para ele, comia bastante e o meu pai ia com ele há rua, porque há donos que não vão com os seus animais há rua e que apanham a porcaria. Também teve os seus momentos maus, ataques de epilepsia, sofrimento, dor, etc.
Resumindo e concluindo, o meu Tomás nunca será esquecido nem pelos donos, nem pelos conhecidos nem pelos seus amigos caninos cá da zona. LOOOL. Por isso, tenho um conselho para vos dar: dêm sempre carinho aos vossos animais de estimação, estimem-nos e acima de tudo RESPEITEM-NOS, porque eles não são brinquedos. Têm sentimentos como nós, respiram como nós, ficam tristes quando nós estamos tristes e ficam contentes quando nós ficamos contentes!
Eles SENTEM a nossa dor, eles PERCEBEM, são os únicos que nos fazem companhia e choram em silêncio. E NUNCA se esquecem. São bem mais inteligentes que muitos atrasados mentais ( muitas vezes humanos) que aqui andam!

Bjx da:

Ana

domingo, 2 de agosto de 2009

felicidade





quando queremos gritar ao mundo como nos sentimos, mas as palavras escapam-nos entre os dedos, é bom haver quem o saiba fazer por nós. não mudaria uma letra a este texto.

ritzm

quinta-feira, 23 de julho de 2009

música&letra

-Não tem de sair perfeito. Solta cá para fora. É apenas uma letra.

-"Apenas uma letra"?

-A letra é importante. Mas não tão importante como a melodia.
(...)
-Uma melodia é como ver alguém pela primeira vez. A atracção física. Sexo. (...) Mas depois, à medida que conheces a pessoa, aí está a letra. A história dessa pessoa. Quem ela é por dentro. É a combinação dos dois que torna a música mágica.


do filme Música e Letra
traduzido e adaptado por



ritzm

quarta-feira, 15 de julho de 2009

AMOR, COCO E CANELA...

(Para ver as fotografias no tamanho original... basta clicar sobre elas)



Doce aroma... receita que escrevi num caderninho, quando era criança, com caligrafia bem desenhada, redondinha e bonita (hoje já não o é...)... e sonhos, muitos sonhos de felicidade... eis o que este bolo me faz lembrar.
Fi-lo como 'terapia'... para os meus filhos que, curiosos, seguiram o odor apelativo e sorriram quando souberam o que eu estava a fazer: AMOR, COCO E CANELA...
*
(Continuo a não querer falar de dores...)
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Receita do bolo «AMOR, COCO E CANELA»
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Ingredientes:
200 gr de farinha
250 gr de manteiga
250 gr de açúcar
4 ovos
1 pacote de coco ralado
1 colher de chá de fermento (que se mistura na farinha)
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Modo de fazer:
Bate-se o açúcar com as gemas e a manteiga. Junta-se em seguida o coco (reserva-se um pouco para a decoração final). Adiciona-se a farinha com a colher de fermento bem misturada. De seguida... misturam-se as claras batidas em castelo. Vai ao forno, previamente aquecido (+/- a 150 graus), numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, onde fica a cozer cerca de 1 hora.
Depois do bolo cozido... coloca-se num prato bonito... pica-se com um palito e rega-se com o seguinte molho:
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Molho:
3 chávenas de chá, bem cheias de água.
1 pau de canela
10 colheres de sopa, bem cheias de açúcar.
Coloca-se tudo num tachinho e vai ao lume até ferver 5 minutos.
Com uma colher de sopa (e com muita paciência) rega-se o bolo até acabar o molho.
Finalmente... decora-se... deixa-se arrefecer e... partilha-se com quem se ama: filhos, amigos...
*
CC



terça-feira, 14 de julho de 2009

não quero acordar

Há um ano, neste exacto momento, nunca eu pensei poder vir a viver um sonho, depois de ter acordado. Sempre fui astuta, devia também ter entendido que os finais felizes apenas têm lugar nos filmes. A perfeição utópica que tanto medo tinha de perder acabou por se revelar uma ilusão, e eu era apenas uma vítima do sistema a que me sujeitei. Os princípes encantados não existem, até porque já nem vivemos na monarquia, e os contos de fadas são as histórias com que enganamos as crianças, com as quais pintamos um mundo fantástico onde elas nunca conseguirão viver. Mas fechar-me no tempo, como em tempos fiz, na gaveta suja e apertada que criei para mim num acto de desespero, também não é solução. Contrair os músculos da face foi a melhor saída que arranjei, e deu resultado. Não foi o destino que me trocou, de novo, o caminho, mas apenas eu que adoptei um novo caminhar. Por isso, as pedras passaram a parecer-me as flores nas efémeras tardes de primavera, e não voltei a tropeçar nelas. Hoje sinto que foi apenas o iniciar de um trilho de coisas boas, a vida começou de novo, desta vez sem ti. Obrigada por me teres mostrado que não existe um felizes para sempre, como imaturamente eu acreditava. Obrigada a mim, por ter descoberto sozinha que havia vida para além do espectro dele. Obrigada a todos, que me abriram os olhos. Obrigada a este blogue, a quem por tantas vezes sussurrei os meus pensamentos. Obrigada ao mundo, que permite a existência desta vida. Foi um ano fantástico.


ritzm

sexta-feira, 10 de julho de 2009

DESAFIO COM MOTE

Desafio e mote propostos pela minha amiga Cleo... aqui:


«Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante,
quase nada.
Mas faz-me falta.
Só eu sei a falta que me faz.»

*
Eugénio de Andrade
~*~
*
Toda a manhã procurei uma sílaba.
Numa rima inacabada, no teu nome ausente,
Numa maré alta e ousada, numa memória persistente,
Num verso semelhante ao do Poeta,
Onde geme o encanto do seu ‘amor ardente’.

Toda a manhã procurei uma sílaba.
Escondida nos meus olhos, lá fundo…. no lago,
Suave como o primeiro canto de uma ave, saudade minha,
Com odor a ti, tatuagem que nos poros trago,
Subtil, como o voo quente de andorinha.

Faz-me falta, a sílaba perdida,
Procurei-a no espelho,
No estilhaço da rima outrora cruzada... e nada.
Não a encontrei.
Nem numa vogal esquecida.
Nem numa interjeição mordida, à despedida.
Talvez ta tenha dado no abraço derradeiro,
Talvez a tenha colocado na tua pele, amor meu,
Ainda e sempre o primeiro.
*
CC (hoje... escrito em poucos minutos)

Podridão dos valores da sociedade

Hoje sente-se isso mesmo... É algo triste de se ver, de se viver. As pessoas, na sua MAIORIA têm valores individualistas puros e, por isso mesmo, pensam que a sua vida gira em volta...delas mesmas! Tudo o que esteja fora do seu círculo interior (mesmo amigos!) não tem importância, mesmo que outros saiam magoados profundamente. Só se importam com eles próprios, apresentando uma terrível falta de consideração e de respeito pelos sentimentos dos outros. "Um parente teu morreu?" (Por mim...não é parente MEU) - sei que é um exagero (ou talvez não, em alguns casos), mas é só para demonstrar...
Essas pessoas egoístas só querem saber do seu bem-estar, não se preocupando minimamente em consegui-lo em detrimento do dos outros.
Vivem as suas vidas na total descontracção, não "enchendo" as suas mentes podres com considerações sobre o bem-estar dos outros. Pura falta de respeito, volto a frisar...
Tal como referi no post que escrevi sobre maiorias e minorias, ISTO TAMBÉM ME FAZ MUITA IMPRESSÃO. Não cabe na minha cabeça viver numa "ilha" mental, completamente isolado dos outros, como se eles não existissem...
Na realidade, esse tipo de pesssoas só se preocupa com o bem-estar dos outros quando isso as beneficia directamente. Sim, porque caso contrário...
Finalmente, há também um outro aspecto a frisar: por vezes, as pessoas "fingem" que são queridas e sensíveis e que se preocupam com outro ser vivo, só para não se sentirem tão mal consigo mesmas.
Sei que o que escrevo representa um "toque nas feridas" de muita gente, tal como aconteceu no post que referi aqui (até porque ninguém o comentou...), mas, infelizmente, ninguém admite a sua própria podridão de espírito.
Pelo menos isso, não acham...?

André Pinto


terça-feira, 7 de julho de 2009

sem título

podes ter arruinado o meu sonho, mas não destruiste a minha vontade de sonhar.





ritzm

A dificuldade em reconhecer o que há de bom, em elogiar

O ser humano, em geral, é mesmo assim: tem dificuldade em elogiar o próximo. Porquê? Porque elogiar parece que nos tira orgulho, parece que, ao mesmo tempo que valorizamos o outro, desvalorizamo-nos a nós próprios ao mesmo tempo. Porque encontrar defeitos nas outras pessoas é uma tarefa mental lamentavelmente fácil e, para muitas pessoas, automática. Ao criticarmos a outra pessoa, PENSAMOS que estamos a injectar em nós próprios mais autoconfiança, porque PENSAMOS que não temos defeitos ou, pelo menos, não temos os defeitos com que caracterizámos essa pessoa. Pura ilusão...
Isto acontece de um modo tão escandalosamente inconsciente que rapidamente ouvimos, na rua, NA ESCOLA, pessoas a falarem mal umas das outras, e, se uma elogia a outra, as restantes ficam surpreendidas: ("O quê!? Elogios! Critica, mas é, que é mais fixe! Assim é que deve ser!") Elogiar, para muitas pessoas, constitui um momento extremamente desconfortável e que exige um grande esforço para vencer a barreira que separa o elogio da crítica destrutiva.

Vejam o exemplo do Michael Jackson, se viram a homenagem que estão a fazer no momento em que escrevo este post.

Por isso, proponho que vocês (eu próprio também o farei), amigos e colegas, elogiem alguém (uma ou mesmo mais do que uma pessoa) profundamente. Alguém que nós conheçamos, de preferência, porque se todos elogiarmos pessoas do mesmo círculo social, o efeito é muito mais forte e poderoso.

André Pinto

MARES, SENTIDOS, MEMÓRIAS, VIDAS E LUAS...

No Sábado... dia 4 de Julho...
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Guincho...
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O instante de eternidade que nos abraça, num sol que nos olha e nos lê... mesmo sem pontuação...
Decifra-nos, lambe-nos as feridas e... apazigua-nos.
Sintra...
*
Não se fala de Sintra.
Sente-se.
Dissolvemo-nos nela e na noite, que a desnuda de todos os véus que encobrem a sua magia.
Portais... para além de todos os tempos.
Gostei do que senti lá.
Gostei de como e QUEM me senti lá.
Sintra e Lua são a rima quebrada, dita impossível, mas que se torna perfeita... quando descodificamos o sagrado feminino em cada recanto...
*
(Vou lá voltar uma noite destas... em breve, muito brevemente...)


Frango Vindaloo...

Uma antiquíssima receita de Goa, com influência de.... Portugal!

VIN + DA+ LOO

«VINHO DE ALHOS...»

(Vinho acre - vinagre + alhos... + cebola + gengibre + açafrão + tomate + coentros +... as especiarias coloridas e fortes em que me revejo...)

Prato divinamente confeccionado, num restaurante em Sintra...



E a lua, sempre a lua, eterna companheira... cúmplice do sentir-força-brilho no feminino...
*
CC

sexta-feira, 3 de julho de 2009

NO SILÊNCIO DOS OLHOS... (JOSÉ SARAMAGO)


Em que língua se diz, em que nação,
Em que outra humanidade se aprendeu
A palavra que ordene a confusão
Que neste remoinho se teceu?
Que murmúrio de vento, que dourados
Cantos de ave pousada em altos ramos
Dirão, em som, as coisas que, calados,
No silêncio dos olhos confessamos?

José Saramago, in Os Poemas Possíveis
*

CC

AI QUE PRAZER... (FERNANDO... O/A PESSOA)...


CC
(Com saudades de todos....)